quarta-feira, 24 de maio de 2017

Entenda o caso Dolores O'Riordan!!!


Os shows acústicos das próximas quatro semanas foram cancelados.



Hoje (24), o The Cranberries anunciou em sua página oficial no Facebook que não se apresentará nas próximas 4 (quatro) semanas devido as recomendações médicas da vocalista Dolores O'Riordan. A banda não informou o que exatamente tem ocorrido com Dolores. Contudo, o cancelamento chama a atenção pois já houveram dois cancelamentos de shows no início da turnê "Something Else". 

Segundo o comunicado, os shows cancelados serão remarcados.

ENTENDENDO O CASO DOLORES


Como já publicado anteriormente aqui no blog, Dolores O'Riordan tem enfrentado momentos turbulentos em sua vida pessoal - a começar pela morte do pai, vítima de câncer e falecido em novembro de 2012. Dolores ficou bastante abatida durante a "Roses Tour", mas deu continuidade aos shows que passaram pela Europa, América do Norte, Oceania e Ásia.

Já em 2014, Dolores anuncia sua separação de Don Burton, com quem foi casada por 20 anos. Don prestava serviços para a banda The Cranberries e, coincidentemente, nesse mesmo ano os tabloides irlandeses anunciaram que Dolores processara seu companheiro de banda, Noel Hogan, por supostos "direitos autorais" (tal notícia não chegou a ser confirmada por ambos). Ainda nessa mesma época Dolores assume que foi vítima de pedofilia.  

Porém, o incidente de maior polêmica foi o caso do voo que  saía de Nova York rumo à Irlanda. Durante a viagem, a cantora agrediu uma aeromoça e, já no terminal de passageiros, houve outra agressão a um guarda policial. Dolores ficou detida durante 24 horas na Irlanda e foi processada. Um ano após o ocorrido, durante o julgamento, O'Riordan soube-se que O'Riordan havia sido diagnosticado com transtorno bipolar e estava em tratamento. Somado a esse fato, o juiz estabeleceu um fiança de 6 mil euros (cerca de 25 mil reais) e encerrou o caso.

Dolores na saída do tribunal


Após o resultado do julgamento, Dolores dizia-se animada com dois projetos em que estaria envolvida. O primeiro foi a banda D.A.R.K (que chegou a lançar o CD "Science Agrees" e marcar diversas apresentações pela Europa. Contudo, o projeto teve um começo conturbado, com o lançamento do CD adiado por três vezes e o posterior cancelamento de todos os shows do projeto D.A.R.K (muitos deles já esgotados).

Ainda no mesmo período, a banda The Cranberries anuncia uma série de apresentações no verão Europeu. Parte da turnê foi cumprida, mas alguns shows acabaram cancelados mais uma vez por motivos de saúde. Desta vez, a própria Dolores alegou problema de hérnia de disco e que precisaria parar por alguns meses. Mesmo com isso, a banda continuou trabalhando para o lançamento do CD "Something Else" com acompanhamento do quarteto de cordas da Irish Chamber Orchestra.


Anunciado em janeiro de 2017, o lançamento do mais novo trabalho dos The Cranberries tomou os quatro primeiros meses do ano, em que o grupo trabalhou na finalização do álbum e em sua divulgação. Para isso, apresentaram- se em fevereiro em Cancún, México numa série de 3 shows com casa lotada e aproveitaram a estadia na cidade para registrar as fotos fariam parte do CD.

Antes mesmo do lançamento do novo trabalho, a banda já divulgava uma série intensa de shows pela Europa e, posteriormente, pelos Estados Unidos (em um total de 53 datas). Durante entrevistas, Dolores e Noel ainda prometiam uma vinda à América do Sul. Os fãs, já cientes do estado de saúde da vocalista, espantaram-se com a quantidade de shows na Europa e questionaram esse número excessivo de apresentações - boa parte delas em dias seguidos (como nos show na França, Reino Unido e Itália).

A turnê começou. dedos cruzaram-se em torcido para que tudo desse certo, mas o estado de Dolores durante os shows era visivelmente estranho, com a cantora mostrando-se apática, mesmo com o esforço para manter a energia durante as apresentações.

Mesmo assim, chegamos a mais um (grande) cancelamento...

Noel, Óle (ao fundo) e Dolores durante apresentação em Londres, dia 20/05

A equipe do The Cranberries Brasil compartilha do sentimento de tristeza com todos os fãs e espera pela recuperação de Dolores. Acima de tudo, esperamos pela tomada de decisões acertadas que visem garantir a reputação da banda e também a boa convivência com os fãs.

Que voltem reenergizados e com força para encantarem multidões.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Cancelamento do show em Amsterdam



Através da página oficial da banda The Cranberries

https://www.facebook.com/TheCranberries/?hc_ref=PAGES_TIMELINE&fref=nf

do cancelamento do show em Amsterdam que seria na noite de hoje, dia 10 de maio de 2017, devido Dolores estar adoentada. Ao mesmo tempo estão vendo novo agendamento e que o público ainda guardem seus ingressos.

********* Tonight's show in Amsterdam is not going ahead due to Dolores being ill. **********
Our sincere apologies to all those due to attend. We are working with the promoter with a view to rescheduling the show and we expect to have more news on that very shortly so please hold on to your tickets and we will advise more very soon

O blog deseja melhoras a Dolores.

Vamos recordar um momento lindo da participação de Dolores O'Riordan e Noel no reality show The Bacherolette. 
Vamos colocar dois vídeo, um  apresentado na TV e outro antes da edição final.


Thanks to Pep Vila




Thanks to Andrew Kimmel

Entrevista a rádio Q104.3 no programa "Out of the Box" com Jonathan Clarke em Nova York


Interview: The Cranberries Talk "Something Else", Their Appearance on 'The Bachelorette,' Their 25th Anniversary and More!
http://q1043.iheart.com/onair/jonathan-jc-clarke-1368/interview-the-cranberries-discuss-their-appearance-15814479/


Entrevista: The Cranberries fala sobre o álbum "Something Else", a  aparição em "The Bachelorette", os 25 anos de aniversário e mais!
Acima o link para visualização na íntegra do texto original e vídeo do programa na estação de rádio Q104.3 em Nova York

Dolores O'Riordan comenta como surgiu a ideia do novo álbum Something Else: " a ideia veio amadurecendo desde as apresentações em Limerick ( a cidade ganhou um prêmio europeu - Limerick City of Culture NYE - Concert 2013) e depois a apresentação no reality show The Bachelorette." 

Em Limerick,  Dolores apresentou Zombie, Linger e The Journey com a orquestra de câmara da Irlanda e participou no final da série The Bachelorette com Noel Hogan, acompanhados com um quarteto de cordas(Limerick e Dublin).

"Eu não assisto The Bachelorette mas aceitei o convite para cantar Linger no final do seriado. O fato de ser assistido por milhões de pessoas e adolescentes, foi uma boa exposição."

Juntando-se a ideia e a comemoração dos 25 anos da banda, nasce o álbum Something Else com os maiores sucessos com arranjos orquestrados, um quarteto de cordas da Irlanda, mais três músicas inéditas : Why, The Glory e Rupture.

Com shows marcados nos Estados Unidos, Dolores relembra de um episódio : "[...] éramos adolescentes e era primeira vez que ficávamos num hotel com mini bar. Na saída do hotel, estava trazendo as bebidas na bagagem para meu avô, pensando ser tudo gratuito e fui pega(risos), devolvi ."

Noel relembra o encontro com Michael Stipe (REM) e Dolores sobre momentos inesquecíveis quando se apresentou em Woodstock '94, cantar com Luciano Pavarotti no mesmo ano de 94 e abrir vários shows dos Rolling Stones e AC/DC.

O apresentador Jonathan pergunta por curiosidade se assistem ao seriado The Fall, cujo enredo se trata de um serial killer  que age em Belfast e tem uma investigadora inglesa cuidando do caso. Noel diz que vê e que é bastante interessante a série.


Sobre a música Why, ela escreveu quando o pai morreu, entender todo processo o momento atual, durante, foi uma fase dificil.



quinta-feira, 4 de maio de 2017

“Are You Listening?” completa 10 anos

Primeiro álbum solo de Dolores O’Riordan afastou-se da sonoridade do The Cranberries e focou em temas mais obscuros.


Em 4 de maio de 2007 chegava às lojas o esperado álbum solo de Dolores O’Riordan, vocalista do The Cranberries. À época em um período de hiato com a banda, a cantora trouxe em seu “Are You Listening?” uma sonoridade mais agressiva, em uma mescla de metal e pop rock que, à princípio, causou estranheza em alguns fãs, mas logo entrou para as lista de boas lembranças.

Lançado pelo selo “Sanctuary Records”, o CD chegou ao marco de 350 mil cópias um ano depois do lançamento e, hoje, estima-se algo em torno de 400 mil cópias vendidas ao redor do mundo. Devido ao sucesso das vendagens, no início de 2008 Dolores recebeu o "European Breaking Borders Award", prêmio concedido pelas gravadoras da União Européia com o intuito de incentivar a produção cultural do continente. O troféu é entregue a dez músicos em ascensão cujo primeiro trabalho tenha tido boas vendas fora do seu país de origem.

Durante o ano de 2007, Dolores saiu em uma grandiosa turnê ao redor do mundo passando principalmente por países onde (até então) nunca havia estado com o The Cranberries. Utilizando o slogan "A Voz do The Cranberries", a cantora atraiu milhares de pessoas em shows intimistas e em locais de menor capacidade (diferente dos estádios e arenas onde a banda costumava tocar), totalizando mais de 80 datas. Dolores chamou a atenção do público e da crítica por reviver os antigos sucessos do The Cranberries misturados às músicas do seu álbum solo. Com a maioria dos concertos esgotados o destaque ficou por conta do show em Santiago, Chile, onde o espetáculo foi tão esperado que esgotou os ingressos e deixou centenas de pessoas do lado de fora do Teatro Caupolicán.

Além do sucesso dos shows, outro marco da era “Are You Listening?” foi o visual e a disponibilidade da artista. Com cabelos compridos e ótima forma física, a cantora encantou as plateias ao demonstrar um vigor extraordinário pulando e correndo no palco, além de mostrar mais contato com os fãs.


DESTAQUES DO CD

O primeiro single, “Ordinary Day”, foi lançado em fevereiro de 2007 e retrata as angústias e prazeres da maternidade. Em entrevista à revista “Hot Press”, ela comentou: “Ordinary Day’ foi inspirada no nascimento da minha terceira filha [Dakota], mas pode ser atribuída à todas as garotas. De fato, é sobre o crescimento, os desafios e a imprevisibilidade da vida. Há tantas coisas que as crianças não sabem e eu não posso falar para elas; elas tem que descobrir por si mesmas. Então, às vezes você olha para os seus filhos e tem flashes de si mesmo quando era pequeno e tem de lidar com o longo processo emocional que envolve o crescimento deles.”.


O segundo single, “When We Were Young”, lançado em julho de 2007, segue a mesma inspiração materna: "É como quando você tem filhos pequenos; você percebe que eles estão em constante transformação e, se você não cuidar, nunca é capaz de se aproximar deles. De repente estão com dez, depois doze anos e depois adolescência ... E aí vem a angústia ... E, quando você vê, estão à beira da vida adulta. De certa forma, quando você é pequeno, você não tem estresse, porque tudo que você tem a fazer é preocupar-se com o que vestir. Mas agora, adulta, olho para trás e consigo dizer: "Obrigado mãe, obrigado por fazer tudo por mim!" e só o que posso fazer é esperar que meus próprios filhos cheguem ao ponto de me amarem e apreciarem desse mesmo jeito.", explicou.


Outro destaque do álbum foi a canção “Black Widow”. Com acordes distintos e uma letra obscura, a música fala sobre a luta da sogra de Dolores contra o câncer. “Logo depois que o The Cranberries deu um tempo, soube que a minha sogra estava com câncer. Isso me deixou devastada. Lembro de ter começado a escrever ‘Black Widow’ em um dia muito triste, em meados de outubro. Sabe, quando você está com 20 anos acha que viverá para sempre, mas à medida que envelhece percebe que há tanta doença no mundo... É algo muito, muito perturbador.”, disse m entrevista ao site “SoundSpike”, em 2007.


Além dessas três canções, cabe destacar ainda a melancólica “Letting Go”, canção sobre a aceitação das adversidades da vida e que ganhou uma nova versão em 2013 devido ao luto de Dolores pela perda do pai, em 2012. Essa nova versão foi cantada apenas no Concerto Natalino promovido pela “Fondazione Don Bosco nel Mondo”, de Roma.


“Are You Listening?” saiu no Brasil pelo selo ‘Coqueiro Verde Records’.

" Falando sobre os 25 anos da banda The Cranberries com Dolores O'Riordan"

Entrevista publicada em 02 de maio de 2017
i-D  com Mattew Whitehouse 

talking twenty five years of the cranberries with dolores o'riordan
The Cranberries Dolores O'Riordan celebrates the release of new album Something Else, with a look back through her musical life.

" Falando sobre os 25 anos da banda The Cranberries com Dolores O'Riordan"
" The Cranberries Dolores O'Riordan celebra o lançamento do novo álbum Something Else, com uma retrospectiva através de sua vida musical"


Abaixo tradução livre da entrevista, texto integral segue o link :

A banda Irlandesa de rock The Cranberries formou-se de adolescentes desconhecidos na pequena cidade de Limerick para uma das bem mais sucedidas bandas dos anos 90. Com hit singles Dreams, Zombie e Linger -- a primeira música escrita pelo grupo -- eles rapidamente ganharam o mercado musical fora da Irlanda e dominando as paradas musicais. Venderam mais de 40 milhões de álbuns antes da virada do século e continuam a esgotar shows pelo mundo afora(não mais do que em Peru quando cantaram para mais de 40 milhões de pessoas na última tour). Vinte e cinco anos desde a formação do grupo eles voltaram para um novo album com interpretações orquestradas das músicas mais famosas .

Mattew Whitehouse conversa com Dolores O'Riordan sobre músicas que mudaram a vida dela.  

A primeira música que ela lembra ter ouvido..." Eu acho que foi, provavelmente, uma música do Elvis Presley. Minha mãe era aficionada pelo Elvis. Ela costumava tocar incessantemente Love Me Tender e esses tipos de músicas."

O primeiro disco que ela comprou... "Na realidade foi um cassete pois eu tinha um tocador de fitas! Foi uma dos Smiths. Não estou certa qual mas eu realmente gostei. Quando eu tinha 16/17 curtia muito Morrissey e The Cure."



A primeira canção que escreveu... " Foi uma canção chamada Calling , foi no piano, eu lembro que era algo como um amor juvenil."

A primeira canção escrita com The Cranberries... " Foi Linger. Eu lembro que ficava um bom tempo em meu quarto como uma adolescente trabalhando nela. Cada minuto que eu tinha eu estava lá compondo. Naquele tempo eu não tinha inibição então era fácil escrever. Quando ficamos mais velhos tornamos nos mais auto-conscientes sobre aquilo que falamos pelo fato de que vamos ser analisado. Linger está totalmente desprovida dessa auto-consciência. Estava apenas cantando com a banda numa sala de ensaio. Nunca pensei que alguém fosse ouvir a música."

A música que mais orgulha... " Eu aho que Linger é uma delas. Ela é atemporal, não sai da moda, mesmo quando foi lançada ficou diferente daquela que foi tocada no tempo da MTV. E também, acho Dreams uma música pop agradável. Tem uma qualidade pop adorável."

Uma música que deixa feliz... " Há muitas músicas adoráveis na  realidade que eu gosto. Yellow Submarine dos Beatles logo vem à minha mente. Shiny Happy People do REM. Isto tem acontecido há poucos anos. Tenho escutado mais ao invés de tocar e escrever, porque eu sei que realmente afeta o humor. Algumas vezes é bom apenas colocar uma música em seu quarto e se deixar levar."

Música Irlandesa que mais gosta... " Há muitas músicas Irlandesas antigas e bonitas que eu gosto mas aprecio The Old Bog Road, é muito adorável. Algumas músicas do The Pogue também."

Qual música gostaria de ser lembrada... " Eu acho que Linger ou Zombie. Muitas pessoas amam Zombie. Semana passada um artista holandês fez um techno cover. Muitos fazem cover de Zombie. Eu acho porque tem um refrão cativante. É repetitivo e suponho enfurecedor também. Você sabe, você pode escrever canções alegres e tristes e então pode bem compor da mesma forma músicas de raiva. Você aflora certas emoções quando canta essa música.  Você tira o melhor disto."


 Lançamento do álbum Something Else
Credits
Text Matthew Whitehouse

nota do blog: neste album estão inclusas três novas músicas: Why, The Glory e Rupture.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Manifestantes a favor e contra a saída do Reino Unido da União Europeia protestam durante performance da banda em Londres

Manifestantes empunharam bandeiras do Reino Unido e da União Europeia durante "Linger"

Hoje, 28 de abril, data de lançamento do novo álbum "Something Else", a banda The Cranberries se apresentou no programa "The One" da rede britânica BBC, na capital inglesa. Durante a performance do megahit "Linger", porém, um fato chamou a atenção. Logo que a banda foi anunciada e começou a tocar, manifestantes contra a saída do Reino Unido da União Europeia, chamada de Brexit, abreviação das palavras em inglês Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída), começaram a se aglomerar nos fundos do palco, atrás da banda, empunhando bandeiras da União Europeia. Outros manifestantes, a favor do processo, também tomaram postos com a bandeira do Reino Unido e, de acordo com a imprensa local, um pequeno tumulto foi formado. 

Apresentação da banda no programa "The One" da BBC de Londres

Dolores canta sob pequeno protesto de manifestantes a favor e contra o Brexit

A pequena manifestação não chegou a atrapalhar a apresentação da banda, contudo, teve grande repercussão na mídia europeia devido à grande tensão vivida pelo continente, onde a população está dividida sobre os reais benefícios, para ambos os lados, da saída do Reino Unido do bloco europeu.

Manifestantes empunhando bandeiras do Reino Unido e União Europeia durante apresentação da banda

A Irlanda, terra natal do quarteto, se tornou independente do Reino Unido em 1916, após anos de uma batalha sangrenta contra a mãe Inglaterra. Nesse mesmo ano, a guerra entre os dois países culminou na Revolta da Páscoa, uma tentativa por parte de militantes republicanos irlandeses para ganhar a independência em relação ao Reino Unido e que deixou como saldo milhares de irlandeses mortos. Esse evento, por exemplo, é referido na letra de "Zombie", escrita por Dolores em 1994: "it's the same old theme since 1916" (é o mesmo velho assunto desde 1916) Hoje, o país é visto como um exemplo de superação e se mostra fortemente alinhado aos ideais econômicos e sociais da União Europeia.

Manifestantes empunhando bandeiras da União Europeia durante apresentação do quarteto de cordas junto da banda

Fato teve grande repercussão na imprensa europeia

Lançamento mundial de "Something Else" e turnê pela América do Sul.

28 de abril de 2017 é uma data marcante para os brasileiros, não somente ao que tange nos acontecimentos políticos do país como a greve geral que está ocorrendo, mas aos fãs do The Cranberries em especial: álbum novo muito comentado e aguardado, com venda disponível  em diversas plataformas como Itunes, Amazon e claro, na loja oficial da banda, onde poderá comprar o CD e também em Vinil. O álbum faz releituras de sucessos em versões acústicas, com participação da Irish Chamber Orchestra, mas também traz três canções inéditas: "Why", "Rupture" e "The Glory". 

Em entrevista à BBC esta manhã (Horário de Brasília), Dolores confirmou que, após a turnê norte-americana, a banda virá à América do Sul - mencionando Brasil, Argentina e Chile - com apresentações não-acústicas, assim como serão nos EUA. 

Confira a entrevista com a banda no link (início aos 16m 50s e menção sobre turnê na América do Sul aos 18m 40s) 

http://www.bbc.co.uk/programmes/b08n3jzr

O álbum pode ser adquirido através do site oficial da banda:

https://thecranberries.tmstor.es/

Turnê oficial divulgada no site até o momento:

http://www.cranberries.com/site/gigs

Agora é ouvir o disco novo e aguardar nossos queridos Irlandeses aqui, em terra brazuca!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dolores fala sobre processo criativo, expectativas para “Something Else” e relembra momentos marcantes da carreira

 “São experiências que fazem você pensar: ‘Meu Deus, eu tive muita sorte!”.


Em mais duas entrevistas – dessa vez para os portais norte-americanos “Artist Direct Interviews” e “SongFacts” - Dolores O’Riordan conversou sobre o processo criativo por trás de “Something Else”, a emoção de algumas letras do The Cranberries, o processo criativo da banda e ainda revelou as sensações antes de sair em turnê.

No “Artist Direct Interviews”, a cantora justificou a inclusão de três músicas novas no álbum: “Porque quando foram escritas, e eu acho que são boas faixas, vi que seria importante mostrar essas músicas; fazê-las serem ouvidas. Como já estávamos trabalhando nas músicas antigas, vimos que [as três músicas] caberiam no álbum”.

Já sobre a parceria com o quarteto de cordas, O’Riordan destacou como os instrumentos trouxeram novas sensações à cada canção: “[...] um quarteto de cordas é muito bonito, sim, mas também muito triste. Um violoncelo é um instrumento muito triste, ressoa solidão. [Com a regravação das músicas] achamos que colocar o quarteto nessas faixas seria melhor do que ter apenas os teclados.”, relevou.


Uma das partas mais interessantes da entrevista é quando foi perguntada sobre os momentos marcantes de todos esses anos na estrada e se havia alguma lembrança mais impactante, aquela guardada com carinho. Dolores recordou apresentações antigas, a emoção de cantar com seus ídolos e o quê todas essas oportunidades trouxeram para a sua vida:

“[...] Há muitos eventos no meio musical que me fazem ter essas lembranças. [...] Woodstock em 1994 foi um grande show, um momento incrível e nunca vou esquecer daquela multidão gigantesca e de como tivemos que pegar um helicóptero para passar pelas pessoas, pois havia muita gente.” 



Também destaco o “Pavarotti and Friends” [...] Eu era a única mulher lá e havia o Michael Bolton, o Bono, The Edge [...] fiz duetos com Simon Le Bon (Duran Duran) e com Pavarotti. [...] e lembro da Princesa Diana no show e de como foi maravilhoso falar com ela. [...] São experiências que fazem você pensar: ‘Meu Deus, eu tive sorte!”.


E prosseguiu:

O Nobel da Paz de 1998, quando John Hume and David Trimble ganharam o prêmio [pelo tratado de paz na Irlanda do Norte]. [...] também lembro que os prêmios da MTV foram muito divertidos. [..] quando ganhamos por "Zombie" e Bjork nos deu o prêmio e ela veio no palco... Quero dizer, quem não ama Bjork?! É sempre ótimo quando encontramos outros artistas.


“[...] Abrimos para o R.E.M e conseguimos sair com o Michael Stipe – eu nunca esquecerei desse momento. [...] teve também quando abrimos nove shows para o The Rolling Stones e o AC/DC e foi ótimo conhecer todos esses artistas, mesmo que fosse apenas para dizer um ‘Olá, como você está”? [...] São essas coisas que se destacam quando você olha para trás.”, concluiu.

No “SongFacts” – portal de música destino a analisar as letras das canções junto aos seus compositores – Dolores revelou curiosidades como o fato do conceito de se pintar de dourado no clipe de “Zombie” ter sido ideia sua, o modo como o seu processo de composição normalmente tem início com o refrão e fez breves comentários sobre algumas músicas do The Cranberries - novas e clássicas:

“The Glory”
“[...] é sobre você estar em uma situação difícil, precisando de ajuda e decide estender a mão. É meio triste, mas ainda assim positiva [...]”

“Linger”
“[...] acima de tudo uma canção de amor. [...] um amor não correspondido [...]”

“Dreams”
Eu a escrevi na época do meu primeiro amor, quando eu ainda morava na Irlanda [...]”

“Ode To My Family”
“[...] escrevi quando eu estava pela primeira vez na América, com o The Cranberries. Eu estava longe da minha família e dos meus amigos e me sentia muito sozinha, então a escrevi.

“Rupture”
É sobre depressão; sobre se sentir mal. [...] sobre como o mundo funciona baseado, no fim das contas, apenas em dinheiro [...]”

“Ridiculous Thoughts”
“[...] lembro de me sentir um pouco como um objeto nessa época. O sucesso foi muito grande e havia muitas expectativas e pressão de todos os lados. [...] Eu estava sob muita pressão quando a escrevi [...]”

“Roses”
Meu pai estava muito doente e morrendo, então foi fácil escrevê-la. [...] às vezes, quando você está muito triste, fica mais fácil de escrever. [...]”

“When You’re Gone”
“[...] Eu gosto muito dessa música. Foi escrita na época que o meu avô morreu, mas depois, durante as turnês, o sentimento mudou e passei a pensar muito nos meus filhos e também no meu pai.

Ao finalizar, quando questionada sobre qual a melhor e a pior parte da carreira, a vocalista foi taxativa:

Minha parte favorita é realmente quando você vai para o palco e tudo parece ótimo, você tem um grande desempenho e recebe boas vibrações da multidão. Isso é o melhor. Quando estou no palco tudo é ótimo, eu esqueço das coisas. Todas as minhas preocupações somem e é a melhor das sensações. E, em seguida, a parte que eu não gosto sobre isso [...] é o fato de que você fica  nervoso o dia todo quando é dia de show e mais ainda antes de entrar no palco. [...] os nervos ficam à flor da pele, mas, em seguida, a recompensa é grande.”, explicou.

“Something Else” chega às lojas no dia 28 de abril pelo selo BMG.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

The Cranberries registra lucro de € 1 milhão antes de iniciar nova turnê

Com novos CD e turnê, expectativa é de alta das receitas do grupo irlandês.


Segundo matéria do jornal Limerick Leader, a empresa irlandesa Helter Limited - uma das encarregadas de gerenciar o patrimônio da banda - registrou um lucro de € 1,010,187 referente ao final de junho de 2015, quando o The Cranberries estava em turnê pela Europa, Ásia e América para divulgar o álbum “Roses”.

Com o lançamento de “Something Else” e o início da turnê pela Europa – com prováveis datas nos Estados Unidos no fim do ano – a expectativa é de ascensão para as receitas da banda. Em 2008, a empresa (que é responsável apenas pelas economias referentes às performances ao vivo) teve perdas que chegaram a €1,7 milhões, retomando as boas contas apenas em 2014, quando a banda alcançou €954,623 de lucro.

Em meados de 2013 Dolores O’Riordan moveu um processo contra Noel Hogan por motivos nunca revelados. Boatos sobre uma disputa pelos ativos da banda ganharam a mídia, mas, em 2015, após o The Cranberries assinar uma parceria com a Warner/Chappell Music UK Publishing referente aos direitos de distribuição dos quatro primeiros álbuns do grupo, o processo foi retirado.

À época, Hogan falou ao jornal The Irish Times que “os altos e baixos da banda ficaram para trás”.

"Quando eu e Dolores conseguimos nos sentar em uma mesa, frente a frente, e conversamos sobre as coisas, foi como se as questões nunca tivessem acontecido. Nós seguimos adiante, temos um relacionamento muito parecido de irmão e irmã. Agora, Dolores e eu nos falamos praticamente todos os dias e nossa amizade está mais saudável do que nunca.", disse o guitarrista.

Além da Helter Limited, outras empresas envolvidas com os ativos do The Cranberries também registraram lucro nos últimos anos.


   

terça-feira, 18 de abril de 2017

Primeira review de “Something Else”

Site Consequence of Sound enaltece o trabalho de re-editar os clássicos e trazer para os fãs algo além de uma simples compilação.


(RESUMO) “Something Else” é um tipo peculiar de compilação de sucessos. Por um lado, o CD reúne de modo cuidadoso as músicas mais populares da banda irlandesa, escolhidas de modo a celebrar os 25 anos de lançamento do seu primeiro single, em 1992, “Dreams”. Mas “Something Else” não é uma aposta mercenária para arrecadar dinheiro ou cumprir um contrato com a gravadora. Além de apresentar três novas canções, todas as músicas antigas foram regravadas acusticamente em 2016 e ainda contaram com o acompanhamento de cordas (da Irish Chamber Orchestra). “Something Else” é uma tentativa de uma banda veterana de celebrar seu legado.

“[...] Nenhum dos hits foram rearranjados de modo brusco – o que é um alívio para os fãs mais ardorosos da banda. As cordas e a ausência de guitarras tornam o som diferente, sim, mas não tanto quanto você pode imaginar. [...]”

“[...] Em “Zombie” as cordas e o violão acústico oferecem um tom mais sombrio, soturno e aflitivo como nunca antes. Esse clima enaltece a reflexão sobre os problemas da Irlanda, duas décadas atrás. [...]”

“[...] Algumas músicas, contudo, perdem um pouco da aura original, cheia do lúdico e dos sonhos. Em “Animal Instinct”, por exemplo, a voz menos elástica de Dolores (e o tom sugerido pelas cordas) tiram um pouco da energia da canção. [...]”

“Nesta época de nostalgia – muito voltada para o rock - alguns cínicos ​​podem até questionar se este projeto do The Cranberries seria mesmo necessário. “Precisamos mesmo de novas versões para velhas canções?” Em primeiro lugar, é difícil dizer sem considerar a predisposição da pessoa para gostar da banda. Alguns ouvintes irão preferir o The Cranberries do seu auge de 1990, enquanto os intrépidos irão, sem dúvida, alegrar-se de ver o grupo em ação novamente - e com novos materiais para apresentar. Se você está preso nesse meio, você é, como O'Riordan diria, “...livre para decidir por si mesmo”.

"Something Else" chega às lojas no próximo dia 28 de abril.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

“Salvation” completa 21 anos

[...] os jovens mais loucos a saírem da Irlanda desde os Kennedy’s [...]”.


No dia 06 de abril de 1996 chegava às rádios o primeiro single do álbum “To The Faithful Departed”, terceiro trabalho do The Cranberries. Hit instantâneo, “Salvation” marcou as primeiras audições por apresentar ao público um som mais pesado do que o dos trabalhos anteriores da banda.

Com uma letra sobre o uso de drogas, perda da inocência e a importância de se manter livre do abuso de substâncias, a canção alcançou o topo das paradas musicais em diversos países, com destaque para o primeiro lugar nos Estados Unidos durante quatro semanas seguidas, 5º na Itália, 7º na Nova Zelândia e 8º na Austrália e na Irlanda.

O clipe de “Salvation”, dirigido pelo francês Oliver Dahan, traz a representação das drogas através da figura de um palhaço que atrai os jovens para um mundo colorido e cheio de diversão - mas que também os leva à beira de um abismo. Eletrizante e cheio de efeitos, a produção atraiu a atenção da mídia, que também apontou tais qualidades nas apresentações ao vivo da música. Um exemplo foi durante o MTV Music Awards de 1996 (concorrendo na categoria de "Melhor Direção de Arte"), quando a banda foi apresentada pela atriz americana Janeane Garofalo como “[...] os jovens mais loucos a saírem da Irlanda desde os Kennedy’s [...]”. Confira abaixo:



Até hoje, “Salvation” é figura presente em praticamente todos os show da banda, empolgando multidões e sem perder o vigor do seu refrão: “Salvation, Salvation, Salvation is free!”. Relembre o clipe:


“Zombie” ultrapassa marca de meio bilhão de visualizações no YouTube


Lançado há 23 anos, o clipe da música “Zombie” ultrapassou no início deste mês de abril a barreira de 500 milhões de visualizações no canal oficial da banda no YouTube. Os números revelam que, diferente do pensamento de certos críticos, a música do The Cranberries continua relevante e ainda ressoa atualidades – sem contar o fato de conseguir atingir novos públicos.

gggggEscrita em 1993 por Dolores O’Riordan e produzida por Stephen Street, a canção traz em sua letra um protesto contra as ações do IRA (Exército Republicano Irlandês / Irish Republican Army, em inglês), grupo paramilitar que visava separar a Irlanda do Norte do Reino Unido e reanexar o território à República da Irlanda.

Um dos principais motivadores para a música/clipe foi a morte de dois garotos, Jonathan Ball e Tim Parry, durante um ataque à bomba do IRA na cidade de Warrington, Chesshire, Inglaterra, no dia 20 de março de 1993. Além de vitimar os jovens Tim e Jonathan (respectivamente com 12 e 03 anos de idade), o ataque ainda deixou 54 feridos.

O clipe de “Zombie” traz uma mescla entre cenas de crianças brincando de guerra enquanto soldados patrulham as ruas, a banda tocando em um galpão e - na parte mais lembrada por muitos - Dolores pintada de dourado e rodeada por querubins em frente a uma cruz. 



Filmado em Belfast, capital da Irlanda do Norte, e dirigido por Samuel Bayer, o clipe está na lista dos 250 mais vistos do YouTube. Outros clipes da banda também atingem números expressivos, como “Linger” com pouco mais de 111 milhões de visualizações, “Dreams” 72 milhões, “Ode To My Family” 50 milhões e “When You’re Gone” com 39 milhões.

Relembre abaixo o clássico clipe...


... e também uma das marcantes apresentações ao vivo de “Zombie” em 2000 no "Festival Des Vieilles Charrues" na França.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Dolores e Noel dão início à divulgação de “Something Else” nos EUA.


Com a proximidade do lançamento de “Something Else” no dia 28 de abril, Dolores e Noel estão em Nova York, Estados Unidos em uma maratona de entrevistas para divulgação do novo trabalho.

A primeira parada da dupla foi um encontro com a jornalista, editora e crítica musical Rachel Brodsky para a revista “Paste Magazine”:


Em seguida, os dois participaram do programa “Tell Me Everything with John Fugelsang” com os apresentadores Frank Conniff Jr., Melissa Stokoski e o host John Fugelsang, e também do programa “VOLUME”, ambos do canal de rádio via satélite “SiriusXM”:





Outras entrevistas devem acontecer nos próximos dias e (torcemos!) apresentações em algum programa de rádio ou de TV.